FAF contesta a FIFA e nega dívida

Resumo: A FAF afirma ter pago integralmente os valores devidos a Pedro Gonçalves e contesta a decisão da FIFA. A federação diz não existir dívida pendente nem decisão final.
Pontos-chave
A Federação Angolana de Futebol (FAF) garante ter liquidado todos os valores ligados ao antigo seleccionador Pedro Gonçalves e contesta a decisão da Câmara do Estatuto dos Jogadores da FIFA. Segundo a federação, o contrato foi celebrado em fevereiro de 2024 e terminou após a notificação de cessação do vínculo, em setembro de 2025.
No entendimento da FAF, com o fim da relação contratual foram pagas todas as prestações previstas, incluindo a indemnização contratualmente fixada. A direção sustenta ainda que o pagamento foi feito como se o contrato tivesse chegado ao termo, em cumprimento da cláusula sétima, que previa compensação de metade dos salários em falta.
A FIFA, porém, notificou a federação em maio de 2026 de uma decisão que impõe o pagamento de 60.806,99 dólares em salários em atraso e 125.161,29 dólares em indemnização, ambos acrescidos de juros. O total indicado no processo ultrapassa os 185 mil dólares, equivalentes a mais de 169 milhões de kwanzas.
Para sustentar a sua posição, a FAF apresentou comprovativos de duas transferências bancárias: uma de 39.425.208,84 kwanzas, feita a 15 de dezembro de 2025, e outra de 89.780.990,66 kwanzas, realizada a 17 de março de 2026. A federação afirma que estes pagamentos foram feitos para a conta indicada por Pedro Gonçalves.
A instituição diz ainda que o processo continua em apreciação na FIFA e que não existe, até ao momento, uma decisão final sobre o diferendo. A FAF promete colaborar com o organismo mundial e voltar a pronunciar-se quando houver despacho definitivo, enquanto contesta a interpretação de que mantém qualquer dívida pendente.
A disputa envolve o encerramento do vínculo laboral entre a FAF e Pedro Gonçalves, antigo seleccionador nacional. O caso gerou versões divergentes sobre salários, indemnização e prazos contratuais, mas a federação insiste que o compromisso financeiro foi cumprido na totalidade e que a posição oficial da FIFA ainda não está fechada.


