Fidel Castro e laços Angola-Cuba

Resumo: Luanda assinalou o centenário de Fidel Castro com elogios ao apoio cubano a Angola, destacando cooperação histórica, formação e solidariedade política.
Pontos-chave
Em Luanda, responsáveis angolanos destacaram o papel de Cuba nos momentos decisivos da história nacional e sublinharam que a solidariedade entre os dois países foi mais do que uma aliança circunstancial. A homenagem ao centenário de Fidel Castro serviu para reforçar a ideia de uma relação construída em torno da liberdade, da autodeterminação e da cooperação duradoura.
Domingos Vieira Lopes lembrou que o apoio cubano se estendeu à Educação, à Saúde e à formação técnico-profissional, com impacto directo no desenvolvimento de Angola. Segundo o governante, mais de 45 mil angolanos foram formados em instituições de ensino cubanas ao longo de cinco décadas, um dado usado para ilustrar a dimensão concreta da parceria bilateral.
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A conferência na Academia Diplomática Venâncio de Moura reuniu diplomatas, académicos e outras personalidades para refletir sobre a vida e a obra de Fidel Castro. O programa incluiu intervenções de Cláudia Baptista, do embaixador Óscar González e de Mário Pinto de Andrade, além de momentos culturais e da exibição de um vídeo dedicado à trajectória do líder cubano.
O embaixador de Cuba em Angola afirmou que os princípios de Fidel assentavam no anti-imperialismo e no anti-colonialismo, defendendo que era possível avançar no caminho do progresso apesar dos obstáculos. Para Óscar González, o líder cubano foi o principal arquitecto da política externa do país e dirigiu a revolução com visão estratégica e persistência.
Mário Pinto de Andrade descreveu Fidel Castro como um líder visionário que procurou aproximar países do chamado Terceiro Mundo. O académico evocou a Conferência Tricontinental, em Havana, como símbolo dessa ambição política. Fidel Castro morreu em 2016, aos 90 anos, depois de ter liderado Cuba até 2008 e visitado Angola em duas ocasiões.


