BAD atinge volume histórico de financiamento

Resumo: Angola voltou a elevar os empréstimos ao BAD, num aumento de 13,51% que reforça a dependência do financiamento externo para projectos públicos.
Pontos-chave
Os empréstimos solicitados pelo Governo angolano ao Banco de Desenvolvimento Africano cresceram 13,51% no último exercício, atingindo um novo pico. O aumento confirma a tendência de maior recurso ao BAD para financiar projectos públicos, num contexto em que o Orçamento Geral continua dependente de financiamento externo e de garantias multilaterais.
Desde 2022, após uma quebra pontual no ano anterior, Angola tem vindo a ampliar os pedidos de crédito ao banco regional. A evolução saiu de 48,963 milhões de dólares para 53,576 milhões no ano seguinte e manteve-se em trajectória ascendente, evidenciando a procura por liquidez para sustentar a execução orçamental.
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No período mais recente, o valor avançou ainda mais, superando os 216,082 milhões de dólares do período homólogo e consolidando um volume histórico. O país passou a figurar entre os seis que mais captaram recursos financeiros em 2025, sinal de uma estratégia de financiamento mais intensa junto do BAD.
Segundo a leitura do Valor Económico, o desembolso efectuado pelo BAD é coberto por garantias de três instituições multilaterais. Esse mecanismo reduz o risco para o financiador, mas também mostra como Angola depende de estruturas externas para viabilizar operações relevantes de crédito e apoiar investimentos públicos.
O reforço da estrutura accionista do banco ajudou a ampliar a capacidade de crédito disponível ao país. Ainda assim, a trajectória revela uma combinação de necessidade fiscal, maior acesso a financiamento e crescente exposição a dívida externa, num momento em que as autoridades procuram manter em curso projectos prioritários.


