FMI Recomenda Retirada Gradual de Subsídios em Angola

Resumo: O FMI defende a eliminação gradual dos subsídios aos combustíveis em Angola, visando apoiar as famílias mais vulneráveis.
Pontos-chave
Em 21 de novembro de 2025, a directora-geral do FMI, Kristalina Georgieva, destacou que os subsídios aos combustíveis beneficiam principalmente os mais ricos. A sua proposta é que esses recursos sejam redirecionados para apoiar as famílias vulneráveis.
Georgieva enfatizou que a manutenção dos subsídios atuais contraria o objetivo social da medida. Ela sugeriu que o governo angolano deve reavaliar a eficácia dos programas sociais existentes, como o Kwenda, que já apoia 1,7 milhões de pessoas.
A visita da directora ao país coincide com um momento crítico, onde o aumento do preço do gasóleo gerou protestos e tumultos. A retirada gradual dos subsídios poderia liberar recursos para investimentos em áreas essenciais como educação e emprego jovem.
A responsável do FMI alertou que qualquer mudança deve ser feita com cautela, garantindo que os grupos mais afetados sejam protegidos. Ela elogiou as reformas iniciadas em 2017, mas ressaltou a necessidade de fortalecer a resiliência do país frente a pressões externas.
Por fim, Georgieva pediu uma maior transparência nas políticas económicas e uma gestão eficaz dos recursos públicos, destacando que a resiliência económica é crucial para enfrentar os desafios globais atuais.



