Fórum Económico Angola–RDC em Kinshasa

Resumo: Delegações angolanas e congolesas reúnem-se em Kinshasa no III Fórum Económico para acelerar a integração sub‑regional e promover comércio transfronteiriço e investimentos conjuntos.
Pontos-chave
O encontro em Kinshasa reúne autoridades e empresários para discutir mecanismos práticos de integração económica. Em foco estão facilitação do comércio, combate ao contrabando e promoção do Corredor Lobito‑Lóvua. Espera‑se que acordos e parcerias contribuam para transformar uma fronteira de 2.500 km num espaço de maior circulação de bens e serviços e atração de investimentos.
Angola deslocou uma delegação de alto nível liderada pelo Ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, que destacou o ambiente macroeconómico favorável e reservas robustas. Do lado congolês, autoridades sublinharam a necessidade de mudanças tangíveis para avançar das intenções às realizações, com ênfase em logística e políticas de atração de investidores para zonas fronteiriças.
Os painéis e reuniões prévios sublinharam lacunas comerciais: o comércio formal bilateral ainda é reduzido face ao potencial combinado de quase 170 milhões de pessoas. Dados oficiais mostram crescimento das exportações angolanas, mas o volume de trocas permanece aquém do esperado, exigindo medidas coordenadas em alfândegas, transporte, financiamento comercial e facilitação de negócios entre empresas de ambos os países.
Entre os sectores apontados como prioritários estão energia, indústria, logística, pescas, agroindústria e serviços financeiros. Empresários esperam oportunidades concretas, assinaturas de acordos e contactos para parcerias. A iniciativa de desenvolvimento do Corredor do Lobito e melhorias na infraestrutura portuária e rodoviária foram destacadas como elementos cruciais para consolidar a posição de Angola como hub logístico para o mercado congolês.
Analistas e autoridades manifestaram otimismo cauteloso: a integração sub‑regional pode gerar emprego e crescimento sustentável se forem implementadas reformas estruturantes e medidas de facilitação. O fórum pretende servir de plataforma para converter declarações em projetos executáveis, com compromissos públicos e privados que acelerem a cooperação económica entre Angola e a República Democrática do Congo.



