Greve na ELISAL gera prejuízos de 700 milhões

Resumo: A greve na ELISAL já terá causado mais de 700 milhões de kwanzas em cinco dias. A empresa e o Governo de Luanda dizem estar abertos à negociação, mas persistem divergências sobre salários e subsídios.
Pontos-chave
A paralisação dos trabalhadores da ELISAL entrou no centro do debate público depois de o Governo Provincial de Luanda estimar prejuízos superiores a 700 milhões de kwanzas em apenas cinco dias. A greve surgiu por incumprimento de pontos do caderno reivindicativo e afetou a recolha de lixo em vários bairros da capital.
O vice-governador para os serviços técnicos e infra-estruturas, Kalunga Quissanga, classificou a paralisação como ilegal e afirmou que o movimento se assemelha mais a uma manifestação. Segundo o governante, cerca de 80% das exigências já terão sido resolvidas, restando apenas alguns pontos ligados à componente remuneratória e social.
Do lado da empresa, o PCA Gonçalves Imperial garantiu abertura para continuar o diálogo com a comissão sindical. A direção admite avanços nas negociações, mas diz não ter condições financeiras para atender, de imediato, pedidos de aumento salarial na dimensão exigida, além de subsídios de alimentação e transporte.
A ELISAL sustenta que já ultrapassou oito dos dez pontos do caderno reivindicativo e acusa o sindicato de criar expetativas irreais sobre um aumento próximo de 100%. A administração afirma que o impacto salarial atual pesa cerca de 45% da receita, o que dificultaria qualquer subida adicional sem comprometer as contas da empresa.
Com a greve, a capital registou acumulação de lixo em ruas e bairros, aumentando a preocupação com a saúde pública. Apesar das divergências, as partes dizem manter canais de negociação abertos para tentar encerrar a paralisação e evitar novos prejuízos financeiros, sociais e operacionais para Luanda.


