Risco de novos casos de hantavírus em cruzeiro

Resumo: ECDC admite possibilidade de mais casos entre ex-passageiros e tripulação do MV Hondius; autoridades recomendam isolamento, testes e quarentena monitorizada por até seis semanas.
Pontos-chave
O Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC) alertou que, devido às incertezas e ao longo período de incubação, é possível o surgimento de mais casos de hantavírus entre ex-passageiros e tripulantes do navio MV Hondius nas próximas semanas. As autoridades salientam que a identificação precoce e o seguimento clínico são cruciais para reduzir riscos e otimizar resposta médica.
Os passageiros e membros da tripulação que apresentem sinais de infeção devem ser imediatamente isolados, testados e receber cuidados médicos adequados. Quarentena e monitorização são recomendadas para assintomáticos por até seis semanas, com vigilância ativa de sintomas respiratórios e sistémicos, e coordenação entre serviços de saúde dos países de repatriamento para rastreio e tratamento oportunos.
Sequenciação genética das amostras indica forte ligação a uma fonte comum e sem evidência de nova variante: o vírus mostra similaridade com linhagens dos Andes circulantes na América do Sul. Esta informação genómica apoia rastreio epidemiológico direcionado e ajuda a priorizar contactos de risco elevado, embora a avaliação de risco para a população geral se mantenha como muito baixa segundo o ECDC.
A Comissão Europeia ativou o Mecanismo de Proteção Civil a pedido de Espanha, facilitando voos de repatriamento não comerciais para passageiros evacuados do navio que aportou nas Canárias. Operações logísticas envolveram transporte médico e coordenação multinacional; espera-se que o MV Hondius deixe o arquipélago rumo a Roterdão após conclusão das evacuações, com parte da tripulação a bordo para gestão técnica do navio.
Até ao momento, a OMS confirmou seis casos associados ao cruzeiro, com três óbitos entre viajantes que partiram do sul da Argentina em abril. Casos adicionais foram reportados em países europeus, incluindo um novo caso grave em França. Autoridades recomendam comunicação transparente, repatriamento seguro e partilha de dados para apoiar resposta clínica e epidemiológica conjunta.



