Evacuação do Hondius: 3 transferidos por avião

Resumo: Três ocupantes do cruzeiro Hondius foram evacuados de Cabo Verde em dois aviões-ambulância e encaminhados para tratamento especializado. Autoridades garantem risco baixo e acompanhamento da OMS.
Pontos-chave
Durante a manhã, um dispositivo coordenado entre autoridades cabo-verdianas levou à evacuação de três pessoas do navio Hondius para tratamento externo; a operação incluiu transporte até o Aeroporto Nelson Mandela e embarque em dois aviões-ambulância, com medidas reforçadas de vigilância sanitária e segurança, assegurando deslocamento seguro para os Países Baixos para avaliações e tratamento especializado.
O navio MV Hondius, com cerca de 150 ocupantes, permaneceu retido ao largo da capital após um surto a bordo; as autoridades aplicaram o Regulamento Sanitário Internacional com isolamento, vigilância médica e acompanhamento clínico, enquanto a embarcação se prepara para retomar a viagem assim que as autoridades avaliarem a situação e confirmarem condições de segurança para passageiros e tripulação.
Segundo as informações oficiais, entre sete casos reportados há suspeitas e confirmações laboratoriais de hantavírus, uma infeção associada a roedores que pode causar graves problemas respiratórios; a diretora-nacional de Saúde de Cabo Verde declarou que a operação de transporte se realiza com a máxima segurança e que, no momento, não há risco significativo para a população em terra.
Dois dos evacuados apresentavam sintomas leves e aguardavam análises ao sangue, enquanto um passageiro assintomático partilhara cabine com uma das vítimas mortais; a transferência internacional foi articulada com autoridades e organizações internacionais, incluindo a Organização Mundial da Saúde, que acompanha o caso e presta suporte técnico nas medidas de contenção e investigação epidemiológica.
Concluída a evacuação, a expectativa é que o navio siga viagem rumo às ilhas Canárias ou aos Países Baixos, onde autoridades sanitárias poderão proceder a avaliações adicionais de passageiros e tripulantes; todas as ações foram comunicadas como parte de esforços de gestão de risco e transparência pelas autoridades cabo-verdianas e parceiros internacionais.



