Hotelaria ganha impulso com novo palácio

Resumo: João Lourenço defendeu mais investimento privado em hotelaria para responder ao novo Palácio de Convenções de Luanda e à chegada de grandes eventos.
Pontos-chave
A inauguração do Palácio de Convenções de Luanda levou João Lourenço a pedir ao sector privado um esforço sério na hotelaria. O Presidente sublinhou que a nova infraestrutura amplia a ambição de Angola de atrair conferências, encontros empresariais e eventos internacionais, mas exige mais quartos e serviços para acolher delegados com dignidade.
Segundo o Chefe de Estado, a capital continua com poucos hotéis para a procura esperada. Citou unidades como Intercontinental, Epic Sana, Presidente e Bahia, mas insistiu que isso é insuficiente. Para o Presidente, a nova centralidade de eventos só terá impacto pleno se houver uma resposta privada rápida na oferta de alojamento.
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João Lourenço recordou que o país já vem mudando o ambiente de negócios com medidas como combate à corrupção, redução da burocracia e isenção de vistos para muitos países. Na sua visão, essas reformas abriram caminho para maior confiança dos investidores estrangeiros, incluindo no turismo, um sector que considera ainda nascente em Angola.
O Presidente explicou também que o Palácio permitirá concentrar no mesmo espaço as sessões de trabalho de conferências políticas, económicas, culturais, empresariais e científicas. Antes, vários encontros eram acolhidos em tendas ou hotéis. Com a nova infraestrutura, os hotéis passam a servir sobretudo para alojar delegados, enquanto o trabalho decorre no centro.
A aposta ganha relevância com a próxima reunião da União Africana e com o interesse já demonstrado por organizações internacionais. Para o Executivo, o objetivo é consolidar Luanda como destino de negócios e eventos. A mensagem central foi clara: o investimento público abriu a porta, mas falta ampliar a capacidade hoteleira privada.


