Igreja Católica defende mesa permanente de diálogo político e eleitoral e diz que Angola ainda não alcançou reconciliação efectiva

Imagem: Folha 8
Resumo: Bispos católicos reunidos no Lubango pedem um mecanismo permanente de mediação, mais transparência eleitoral e um pacto nacional de não violência, ao mesmo tempo que associam a reconciliação a exclusão social, exploração de recursos e memórias do conflito político.
Pontos-chave
A Igreja Católica em Angola, através de conclusões do 1.º Congresso Arquidiocesano realizado no Lubango, defendeu a criação de uma mesa permanente de diálogo político e eleitoral para mediar conflitos, por considerar que o fim da guerra não resultou numa reconciliação verdadeira e efectiva no país.
[1] Ver AngolaSegundo as recomendações divulgadas, os participantes das dioceses do Lubango, Namibe, Ondjiva e Menongue apontam persistência de exclusão política, económica, social, cultural e ecológica, além de falta de cultura de diálogo, sobretudo em períodos eleitorais.
[1] Ver Angola[2] Folha 8
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O encontro recomendou ainda um pacto nacional de não violência, transparência verificável dos resultados eleitorais, formação para observadores e grupos de mediação e resposta rápida a eventuais conflitos.
[1] Ver Angola[2] Folha 8As intervenções dos bispos surgem num contexto em que Angola prepara as eleições gerais de Agosto de 2027 e após a inauguração do Memorial às Vítimas dos Conflitos Políticos, em 14 de Outubro, iniciativa que Adalberto Costa Júnior criticou por entender que não simboliza reconciliação plena.
[1] Ver Angola[2] Folha 8



