Importações de combustíveis em Angola — 1.º trimestre 2026

Resumo: Angola importou 1,02 milhões de toneladas de combustíveis no 1.º trimestre de 2026, custando 817 milhões de dólares. Dados apontam redução nas aquisições e dominância de fornecedores locais e importadores líderes.
Pontos-chave
No primeiro trimestre de 2026, Angola importou cerca de 1,02 milhões de toneladas métricas de combustíveis líquidos, num custo total de 817 milhões de dólares; o volume representa uma redução de 23% face ao trimestre anterior e foi influenciado por uma paragem programada da refinaria de Luanda para manutenção, que limitou a produção doméstica durante o período.
Do total comercializado entre Janeiro e Março, 52,4% corresponderam a gasóleo, 32,9% a gasolina e o remanescente repartiu-se entre fuel oil, MGO, Jet A1 e petróleo iluminante; a importação assegurou 82,7% das necessidades nacionais, enquanto a Refinaria de Luanda e o Topping de Cabinda responderam por 15,9% e 1,4% respetivamente.
No segmento de combustíveis gasosos foram introduzidas 108,865 toneladas métricas de GNL, com a fábrica Angola LNG a ser responsável por 82,8% do aprovisionamento; as vendas de gás registaram queda de 13,5% em relação ao trimestre anterior, e o consumo concentra‑se em Luanda, que absorveu mais de metade do total nacional, seguida por Benguela e Huíla.
Quanto à distribuição e quota de mercado, a Sonangol Distribuição e Comercialização manteve a liderança com 60,8%, seguida pela Pumangol (21,3%), Sonangalp (8,0%), TotalEnergies (7,2%) e Etu Energy (2,7%); as infra‑estruturas incluem capacidade de armazenagem terrestre de 1.269.695 m3, majoritariamente destinada a combustíveis líquidos.
Os responsáveis do setor indicaram estabilidade no abastecimento e apontaram expectativa de redução da dependência de produtos importados para cerca de 65% no segundo trimestre, com recuperação da refinaria de Luanda e futura produção da Refinaria de Cabinda; contudo, riscos geopolíticos no Médio Oriente podem afetar custos e prazos de aquisição.



