Inflação em Angola desacelera e regista mínimos

Resumo: Inflação em Angola recuou para **18,16%** em setembro, impulsionada pela queda em _alimentação_ e _transportes_. Perspetivas apontam controlo gradual.
Pontos-chave
Em setembro de 2025, Angola registou uma inflação homóloga de 18,16%, conforme dados do Instituto Nacional de Estatística. Este é o menor índice desde novembro de 2023, marcando o 14.º mês consecutivo de desaceleração. Fontes como Isto É Notícia e Expansão confirmam a tendência de queda após picos em 2024, refletindo o impacto das políticas monetárias do Banco Nacional de Angola.
As classes de despesas com maiores pressões foram Saúde (22,11%), Transportes (21,39%) e Bebidas alcoólicas e tabaco (19,22%), segundo o INE. Por outro lado, Alimentação e bebidas não alcoólicas foi o principal contributo para a variação, com 11,15 pontos percentuais, representando 61,38% do total mensal. Estes dados salientam as prioridades de intervenção económica para o governo angolano e podem influenciar políticas fiscais e tarifárias regionais.
As variações homólogas mais elevadas foram registadas em Cabinda (29,64%), Namibe (22,66%) e Kwanza-Norte (22,45%), enquanto Luanda apresentou a menor taxa (15,63%). Huambo e Cunene também mantiveram índices relativamente baixos, com 16,71% e 17,05%, respetivamente. As disparidades regionais evidenciam desafios distintos na gestão de preços e sublinham o papel das condições locais na formação da inflação e reforçam a necessidade de políticas adaptadas a cada província.
A nível mensal, a inflação recuou para 1,01%, o valor mais baixo em 28 meses, destacam os cálculos do Expansão baseados no IPCN do INE. As quedas mais acentuadas refletiram-se na classe de Habitação, água e combustíveis (-1,59 pp) e Transportes (-1,21 pp), enquanto Educação (+0,46 pp) e Hotéis, cafés e restaurantes (+0,29 pp) registaram ligeiras subidas. Esses movimentos mensais indicam alívio progressivo das pressões inflacionárias que afetaram o país.
O Banco Nacional de Angola projeta que a inflação fechará o ano em 17,5%, reforçando a tendência de desaceleração. O Governo aponta metas de 16,6% no OGE 2025, enquanto o FMI reviu para 20,0% após visita ao país. Esta divergência reflete incertezas sobre o impacto de políticas fiscais e monetárias, sublinhando a importância de monitorização contínua e ajustes estratégicos no contexto de retoma económica pós-pandemia.



