112 mil sem energia no sul de Moçambique

Resumo: Cheias em Moçambique deixaram mais de 112 mil clientes sem eletricidade e danificaram infraestruturas rodoviárias, afetando deslocações e centros de acolhimento. Resposta inclui restabelecimento parcial e apoio emergencial.
Pontos-chave
As cheias que desde início de janeiro atingem várias províncias de Moçambique provocaram a suspensão do abastecimento elétrico para 112.112 clientes no sul do país, segundo a Electricidade de Moçambique (EDM). Equipas de campo reportam dois postes de transformação destruídos e 206 isolados, enquanto a EDM prioriza restaurações em localidades agrícolas e centros urbanos afetados.
A inundação afetou áreas de Maputo, Gaza e Inhambane, incluindo bairros urbanos como KaMaxaquene e KaPfumo, e distritos rurais como Chókwè e Xai‑xai. As autoridades indicam que foram montadas pelo menos 64 luminárias em centros de acolhimento e que 40 postos de transformação já tiveram energia reposta, em operações que buscam evitar crises sanitárias e sociais nas comunidades deslocadas.
Além do impacto elétrico, a circulação rodoviária foi gravemente afetada, com a Estrada Nacional 1 interditada entre Maputo e Xai‑Xai devido a troços destruídos e galgamento das águas. As autoridades de transportes decretaram suspensão de tráfego de passageiros e mercadorias, complicando logística de ajuda humanitária e a recuperação de culturas agrícolas nas áreas inundadas.
Dados provisórios do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) apontam para quase 617 mil pessoas afetadas desde 7 de janeiro, com 12 mortos nas atuais cheias e, no acumulado da época chuvosa, 123 óbitos. O balanço contabiliza milhares de casas inundadas, parcialmente e totalmente destruídas, reforçando a necessidade de assistência imediata e planos de reconstrução.
As respostas incluem ações de emergência da EDM, instalação de iluminação nos abrigos e planos para repor corrente assim que condições climáticas permitirem, bem como restrições rodoviárias para garantir segurança. Observadores recomendam coordenação entre governo, agências humanitárias e parceiros para priorizar abastecimento de água, eletricidade, abrigo e transporte de bens essenciais às populações afetadas.



