Inundações em Moçambique Revelam Falhas de Governação

Resumo: As inundações em Moçambique expõem graves falhas na governação, com apelos à responsabilização dos gestores públicos.
Pontos-chave
Em 17 de janeiro de 2026, Moçambique enfrenta uma crise devido às chuvas intensas que causaram inundações devastadoras. O parlamento decidiu doar dois dias de salários para ajudar as vítimas, totalizando cerca de 2,7 milhões de meticais.
O político Venâncio Mondlane criticou a corrupção e a má gestão dos fundos destinados a mitigar os efeitos das chuvas. Ele pediu a responsabilização dos gestores públicos e a abertura de centros de acolhimento para as vítimas.
Desde o início da época chuvosa, mais de 94 pessoas perderam a vida e 173 mil foram afetadas. As chuvas também destruíram milhares de casas, levando a um alerta vermelho por parte do Instituto Nacional de Meteorologia.
A situação é alarmante, com estimativas de que 400 mil pessoas possam ser forçadas a deixar suas casas devido ao risco de inundações. O governo está sob pressão para melhorar a gestão dos desastres naturais.
As chuvas fortes continuam a afetar as províncias de Gaza e Maputo, com riscos elevados de cheias e descargas atmosféricas. A população é aconselhada a abandonar áreas de risco.



