Josefa Sacko propõe nova FAO em três pilares

Resumo: Josefa Sacko defendeu, em Adis Abeba, uma FAO mais eficaz, assente em renovação, execução e prosperidade partilhada. A candidata angolana quer ligar conhecimento, investimento e resultados concretos contra a fome.
Pontos-chave
Na corrida à liderança da FAO, Josefa Sacko apresentou em Adis Abeba uma visão centrada em renovação, execução e prosperidade partilhada. A embaixadora angolana sublinhou que a organização precisa de responder melhor à fome persistente, apesar dos avanços científicos, tecnológicos e da existência de mais conhecimento disponível no mundo.
A candidata afirmou que o grande desafio já não é identificar soluções, mas transformar ideias em acção. Defendeu que estratégias devem converter-se em investimentos, programas-piloto em sistemas sustentáveis e compromissos internacionais em resultados concretos, sobretudo para países que enfrentam limitações financeiras, conflitos, endividamento e desigualdades estruturais.
Como eixo da sua proposta, Sacko lançou a iniciativa Prioridade à Execução nos Países, prevista para os primeiros 24 meses. O plano inclui 50 pactos nacionais e regionais de transformação agroalimentar, baseados na voluntariedade e no equilíbrio regional, para tornar os planos nacionais mais viáveis, financiáveis e mensuráveis.
A diplomata também defendeu a criação de uma plataforma global de preparação de investimentos agroalimentares. Segundo explicou, a FAO não deve agir como banco, mas como parceiro técnico capaz de ajudar os Estados a preparar políticas resilientes, orçamentadas e prontas para financiamento, com foco especial em mulheres e jovens.
Sacko destacou ainda o papel de África, que traz experiência em vulnerabilidade, inovação e restrições orçamentais, mas também em conhecimento local e empreendedorismo. Para ela, a FAO deve reforçar apoio a produtores, cooperativas, segurança alimentar e comércio regional, articulando agricultura, nutrição, clima e emprego rural.
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