Kwanza entra nos pagamentos da SADC

Resumo: O kwanza passou a integrar o sistema de pagamentos transfronteiriços da SADC, reduzindo custos e dependência de divisas externas. A adesão reforça a integração financeira regional.
Pontos-chave
O kwanza passou a fazer parte do sistema de liquidação em tempo real da SADC, tornando-se a segunda moeda admitida na plataforma regional. A decisão foi formalizada em Luanda pelos governadores dos bancos centrais de Angola e da África do Sul, num passo visto como relevante para a integração financeira da África Austral.
Criado em 2013, o SADC-RTGS permitia até aqui transferências transfronteiriças apenas em rand sul-africano. Com a entrada do kwanza, instituições e empresas angolanas passam a liquidar operações sem recorrer a conversões cambiais fora do sistema, o que promete menos custos, maior rapidez e transações mais seguras.
Segundo o Banco Nacional de Angola, a nova capacidade multimoeda fortalece o comércio regional e incentiva o uso de moedas locais nas trocas entre países da SADC. O objetivo é reduzir a dependência de divisas externas, melhorar a gestão de caixa das empresas e tornar os pagamentos internacionais mais eficientes.
Na fase inicial, cinco bancos comerciais angolanos foram autorizados a operar na plataforma: BAI, BIC, BNI, BCS e Banco Yetu. A participação destas instituições deve ampliar o acesso das empresas ao sistema e facilitar operações diretas em kwanzas, com impacto positivo no ecossistema financeiro e no comércio regional.
A próxima moeda a entrar no SADC-RTGS deverá ser o pula, do Botsuana, cujo processo está em fase avançada. Paralelamente, Luanda acolhe reuniões técnicas da SADC dedicadas à estabilidade macroeconómica, sinalizando que a integração monetária regional continua a ganhar ritmo e apoio institucional.


