Leilão de diamantes angolanos rende US$25,8M

Resumo: SODIAM realizou o 16.º leilão de diamantes brutos em Luanda, vendendo 74 pedras e arrecadando 25,8 milhões de dólares com 2.560,17 quilates. Resultado superou expectativas e atraiu 42 empresas.
Pontos-chave
Em 4 de março de 2026, SODIAM promoveu o 16.º leilão de diamantes brutos em Luanda com sessões de avaliação entre 23 de fevereiro e 4 de março; participaram 42 empresas entre 423 registadas, num processo online que registou congestionamento nos últimos minutos devido à elevada procura, e que mobilizou produtores como Furi, Somiluana, Cuilo Kwennda, Lulo, Kaixepa, Chitotolo, Mussende, Catoca e Luele.
O leilão negociou 74 pedras especiais totalizando 2.560,17 quilates e rendeu 25,8 milhões de dólares, um resultado que correspondeu a um acréscimo de 22,97% face ao valor esperado; a SODIAM destacou a transparência do formato eletrónico e a confiança crescente das sociedades mineiras, sublinhando que a regularidade destes eventos visa acompanhar a valorização e a procura por categorias específicas de diamantes brutos.
Segundo o administrador executivo José Silva, em representação do presidente do conselho de administração, há uma tendência positiva nos preços que se reflete na maior procura por determinadas categorias de diamantes; as sociedades mineiras manifestaram satisfação com o resultado, e a SODIAM reafirmou o compromisso de promover leilões regulares para consolidar o mercado e garantir maior liquidez e visibilidade internacional para a produção angolana.
As licitações decorreram através da plataforma online indicada pela SODIAM, com acessos provenientes de principais praças e centros de comercialização de diamantes; a participação massiva provocou um congestionamento momentâneo antes do encerramento automático, fenómeno que evidencia o interesse dos compradores internacionais e a importância de aperfeiçoar infraestrutura técnica para suportar picos de acesso em futuras vendas eletrónicas.
O leilão envolveu pedras produzidas por diversas operações mineiras kimberlíticas e aluvionares, refletindo a diversidade da produção nacional; analistas do setor apontam que resultados robustos como este podem incentivar investimentos e elevar preços, enquanto autoridades e operadores trabalham para manter lisura, transparência e regularidade dos certames, essenciais para consolidar Angola como fornecedor estável no mercado global de diamantes.



