Lourenço: mais voz de mulheres e jovens na paz

Resumo: João Lourenço apelou a participação ativa de mulheres e jovens nos processos de paz em África, defendendo que essas vozes são essenciais para soluções duradouras e para consolidar reconciliação e estabilidade no continente.
Pontos-chave
O Presidente em exercício da União Africana, João Lourenço, lembrou que o Dia da Paz e da Reconciliação em África é mais do que uma comemoração; é um momento para introspeção coletiva e ação coordenada. Em 31 de janeiro, durante sessão do Conselho de Paz e Segurança, sublinhou a urgência de transformar vulnerabilidades em força e divisões em unidade para promover estabilidade regional.
Lourenço afirmou que a participação de mulheres e jovens é determinante por causa da sensibilidade que têm frente às consequências dos conflitos e por serem frequentemente as principais vítimas. Propôs que as suas vozes sejam ouvidas em todos os fóruns de paz, incluindo mecanismos da União Africana e iniciativas pan‑africanas, para que soluções sejam sustentáveis e representativas das necessidades das comunidades afetadas.
O Presidente destacou desafios persistentes como golpes de Estado, terrorismo, extremismo violento e tensões comunitárias, que comprometem desenvolvimento e bem‑estar. Defendeu que o continente já dispõe de mecanismos para resposta a crises, mas que estes só serão eficazes com unidade política, coordenação entre Estados e maior inclusão social, especialmente com participação feminina e juvenil nos processos decisórios e de mediação.
Rememorando figuras como Nelson Mandela e Kwame Nkrumah, Lourenço enfatizou que reconciliação não significa ignorar injustiças, mas procurar reparação e entendimento duradouro. Anunciou ainda a realização da 4.ª edição da Bienal de Luanda para aprofundar cultura de paz e não violência, espaço que deverá privilegiar experiências de mediação conduzidas por mulheres e projetos liderados por jovens em contextos de pós‑conflito.
A mensagem concluiu com apelo à responsabilidade coletiva: fortalecer a consciência social, assegurar igualdade de participação e capacitar atores locais. Lourenço frisou que apenas com inclusão, solidariedade e coordenação entre Estados africanos será possível consolidar conquistas de paz e reconciliação, garantindo que esforços da Agenda 2063 se traduzam em desenvolvimento sustentável e estabilidade para todas as populações do continente.



