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Resumo: Luanda identificou mais de 220 edifícios degradados e vai começar, já em Setembro, pela demolição do conhecido Prédio do Tijolo. O processo visa reduzir riscos, travar a degradação e ordenar as intervenções urbanas.
Em Luanda, o Governo confirmou que mais de 220 edifícios foram catalogados em estado de degradação, muitos com sinais de insalubridade e falta de conservação. A prioridade recai sobre estruturas abandonadas e obras paralisadas, porque representam risco directo para moradores e transeuntes, sobretudo em zonas muito povoadas da capital.
Durante uma visita técnica aos municípios da Maianga e da Ingombota, a equipa multissectorial concluiu que o conhecido Prédio do Tijolo deve ser demolido com urgência. Segundo as autoridades, o imóvel está demasiado degradado e pode provocar acidentes, pelo que a remoção deverá avançar já em Setembro.
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O director nacional de Edifícios e Monumentos, Hélder Biala, explicou que o levantamento em curso quer reunir dados sobre o estado dos imóveis obsoletos e das obras inacabadas. A informação servirá de base para definir prioridades, orientar intervenções e evitar uma eventual catástrofe, disse o responsável.
Além de Luanda, o Executivo admite que existem situações semelhantes noutras províncias, com destaque para e . O processo inclui verificação documental e avaliação jurídica, mas, nos casos visitados, nenhum proprietário reclamou os imóveis após o procedimento destinado a ouvir os titulares.
As intervenções procuram responder a um problema que mistura segurança pública, conservação urbana, habitação e saúde. O Governo quer actuar primeiro sobre edifícios desabitados e espaços baldios, enquanto os técnicos insistem que a degradação acumulada exige medidas rápidas para reduzir riscos nas áreas mais críticas da cidade.
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