
Resumo: Três congoleses foram detidos na Lunda-Norte acusados de homicídio, agressão sexual e tráfico de órgãos genitais. Mandante já preso na RDC.
Em 4 de julho de 2025, na província da Lunda-Norte, o Serviço de Investigação Criminal (SIC) deteve três cidadãos congoleses, com idades entre 32 e 41 anos, por suspeita de homicídio qualificado, agressão sexual e tráfico de órgãos genitais femininos. As vítimas, duas angolanas de 41 e 53 anos, foram atraídas com promessas de emprego, agredidas sexualmente, asfixiadas com cordas e depois assassinadas e esquartejadas em áreas rurais.
Os órgãos genitais foram removidos com machado e os corpos ocultados em matagais nos municípios de Lôvua, Sacapuco e Mussungue, apontando suspeitas de rituais. As buscas envolveram perícias forenses, análises de solo e coleta de vestígios para esclarecer a dinâmica. Relatórios indicam que o mandante na RDC ofereceu 1 milhão de kwanzas, reforçando as motivações financeiras por trás do crime.
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A cooperação entre o SIC de Angola e autoridades da República Democrática do Congo foi fundamental para a captura do suposto mandante, que permanece detido em Kinshasa. O Ministério Público angolano analisa provas e prepara ação penal, enquanto organizações de direitos humanos acompanham o processo. Perícias médicas confirmam as lesões, subsidiarão as acusações em tribunal e contam com cooperação técnica internacional.
Autoridades locais elevaram alertas de segurança, reforçando patrulhamento e controles migratórios na fronteira com a RDC. O governador da Lunda-Norte anunciou a criação de uma comissão especial para revisar a migrantes e refugiados, visando prevenir novos casos e fortalecer políticas de vigilância em zonas remotas. Representantes da sociedade civil pressionam por investigação completa e transparência, destacando a necessidade de assistência psicológica às famílias das vítimas.
Especialistas em direitos humanos alertam para riscos crescentes de redes de tráfico humano e rituais ligados ao tráfico de órgãos em regiões fronteiriças, pedindo reforço de leis e convenções internacionais. O caso na Lunda-Norte deve impulsionar debates no Parlamento angolano e entre parceiros da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral sobre cooperação e segurança regional. ONGs sugerem programas de prevenção e educação para reduzir vulnerabilidade.
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