
Resumo: As conferências e recandidaturas do MPLA avançam em várias províncias, enquanto o Tribunal Constitucional deu prazo ao partido para responder à providência de Higino Carneiro.
Num momento de forte reorganização interna, o MPLA viu avançar em simultâneo as candidaturas às lideranças provinciais e a disputa judicial em torno de Higino Carneiro. Em Cuanza-Norte e Luanda, os processos de recandidatura de João Diogo Gaspar e Luís Nunes foram formalizados ou agendados, consolidando a preparação das conferências partidárias.
Em Benguela, as conferências municipais de balanço e renovação de mandatos abriram caminho à conferência provincial e ao IX Congresso Ordinário. Os discursos insistiram na coesão interna, na mobilização de militantes e no apoio a João Lourenço, com promessas de combater nepotismo, corrupção e bajulação dentro da estrutura partidária.
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No plano jurídico, o Tribunal Constitucional admitiu a providência cautelar apresentada por Higino Carneiro e notificou o MPLA para contestar em oito dias. O antigo general pretende suspender a decisão que anulou a sua candidatura à presidência do partido, alegando irregularidades na tramitação e violação dos estatutos.
A Subcomissão de Candidaturas sustenta, porém, que a rejeição decorreu de alegadas irregularidades documentais, incluindo assinaturas contestadas e uso indevido de identificações. O litígio expõe a tensão entre a autonomia partidária e a possibilidade de controlo judicial sobre actos internos, tema que poderá marcar a corrida ao congresso.
Com o calendário a apertar, o partido enfrenta uma fase de consolidação e disputa ao mesmo tempo. Entre recandidaturas provinciais, mobilização de bases e o caso Higino, o MPLA chega ao congresso sob pressão para demonstrar unidade, disciplina interna e capacidade de gerir divergências sem comprometer o processo eleitoral.
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