Cabinda soma 109 casos e amplia vacinação mpox

Resumo: Cabinda contabiliza 109 casos confirmados de mpox e 24 suspeitos, sem mortes registadas. As autoridades preparam vacinação alargada, mais de 30 mil doses e um segundo centro de tratamento.
Pontos-chave
Cabinda confirmou 109 casos de mpox e mantém 24 suspeitos, num cenário descrito pelas autoridades como estável, embora preocupante. O secretário provincial da Saúde, Rúben Buco, afirmou que não há registo de letalidade e que a resposta sanitária está sob controlo, com vigilância apertada sobre novos contactos e evolução clínica dos doentes.
O município de Cabinda concentra a maior parte dos contágios, com 87 casos, e os bairros de Povo Grande e Tchiweka foram identificados como zonas de maior risco. Por isso, a vacinação deverá começar nesses locais, enquanto as equipas reforçam rastreio, isolamento dos contactos e acompanhamento de pessoas com sinais compatíveis com a doença.
Para aumentar a capacidade de resposta, o governo provincial vai abrir um segundo centro de tratamento no Centro de Saúde de Referência 4 de Abril, antiga maternidade provincial. A estrutura complementará o centro já existente no Tchizo, respondendo à pressão da procura e à necessidade de tratar mais pacientes com segurança e rapidez.
As autoridades anunciaram ainda a chegada de mais de 30 mil doses de vacinas, numa campanha alargada que deverá incidir também nas zonas fronteiriças com a República Democrática do Congo. O objectivo é travar a propagação local e reduzir o risco de exportação da doença para outras províncias angolanas.
A mpox é uma doença viral transmitida pelo contacto próximo com pessoas ou animais infectados, e pode provocar febre, dores no corpo, língua inchada, feridas e bolhas na pele. A prevenção passa por lavar as mãos, evitar contacto físico e aglomerações, além de cumprir a quarentena domiciliar recomendada de 21 dias.


