Podemos usar o Meta Pixel para medir visitas e novas subscrições. A sua escolha não afecta a newsletter. Saiba mais.

Resumo: Em Namibe, 40% da população não tem ligações domiciliárias de água. O governo planeia 31 000 conexões até 2027: Cunene, dessalinização e barragens.
Em 3 de junho de 2025, durante a 41.ª Sessão temática em Luanda, constatou-se que aproximadamente 40% dos habitantes de zonas densamente povoadas no Namibe carecem de ligações domiciliárias de água. A ausência de acesso básico revela desafios críticos no abastecimento e na qualidade de vida das comunidades mais vulneráveis junto à costa e às áreas rurais do sul de Angola.
O governo planeia construir 31 000 novas ligações até 2027, visando ampliar o acesso em toda a província. O projeto inclui captação de água no rio Cunene, com sistema de adução reforçado, e a implementação de uma central de dessalinização para garantir fornecimento constante durante períodos de seca e variações de caudal no principal curso de água do Namibe. O plano também visa reduzir a dependência energética externa.
Receba uma seleção clara todas as manhãs, às 07h.
Selecionadas entre 22 fontes.
Um e-mail por dia. Cancele quando quiser.
Para mitigar os efeitos da seca, está em curso o programa Pcessa, que prevê a construção de seis barragens nos principais rios do sul do Namibe, num investimento estimado em 800 milhões de dólares. Além dessas estruturas de grande porte, o plano contempla 43 pequenas barragens e infraestruturas complementares para captação e armazenamento descentralizado, beneficiando comunidades rurais remotas e influenciando positivamente o desenvolvimento social e a segurança hídrica local.
A nível energético, foi finalizada a central fotovoltaica de Caraculo, um projeto de que custou . Esta instalação permitiu ao governo do Namibe economizar cerca de de gasóleo anualmente, reforçando a transição para fontes renováveis e reduzindo custos operacionais em redes isoladas do sul de Angola. O impacto ambiental desta iniciativa é destacado como modelo para outras províncias com desafios similares.
A governação local destaca a necessidade de articular esforços entre setores público e privado para garantir abastecimento sustentável. Analistas sugerem monitoramento contínuo dos recursos hídricos, manutenção preventiva das infraestruturas e capacitação comunitária em gestão de água. Investimentos em tecnologia e planejamento integrado são apontados como cruciais para reduzir vulnerabilidade às variações climáticas e assegurar a universalização das ligações domiciliárias em todas as comunas do Namibe.
Ainda não há comentários.