Ngola Kabango acusa direção da FNLA

Resumo: Ngola Kabango critica a atual liderança da FNLA, denunciando uma "agenda negra" que, segundo ele, visa extinguir o partido. Reivindica renovação geracional e contesta irregularidades internas.
Pontos-chave
Ngola Kabango afirmou, em conferência de imprensa, que existe uma agenda negra dentro da FNLA destinada a enfraquecer e até extinguir o partido histórico. Ele responsabilizou diretamente a direção liderada por Nimi-a-Nsimbi por decisões que, na sua visão, ferem os estatutos e marginalizam membros tradicionais e jovens militantes que buscam renovar a organização.
O ex-líder sublinhou que a atual gestão não respeita normas internas e que isso tem provocado rupturas internas, conflitos e acusações mútuas. Kabango revelou ter liderado iniciativas para promover a entrada de jovens na liderança partidária como resposta aos desafios futuros, defendendo que a renovação é essencial para manter a relevância eleitoral e institucional da FNLA.
Sobre os episódios de impedimento de participação em eventos do partido, Kabango negou ter inviabilizado qualquer conferência de imprensa e apontou supostas interferências de apoiantes do presidente Nimi-a-Nsimbi. Ele relatou ter sido impedido, junto com outros membros do Comité Central, de participar de reunião pública, acusando ainda a atuação de um alegado gabinete de ação psicológica para condicionar processos internos.
Em relação a finanças, o dirigente afirmou que a direção não tem desculpas para adiar o VI Congresso Ordinário, porque, segundo ele, já foram disponibilizados fundos estatais na conta do partido relativos à representação parlamentar. Kabango pediu transparência na gestão dos recursos e convocou o Comité Central a agir de acordo com os estatutos para evitar mais desgaste e possíveis sanções políticas entre correntes internas.
Por fim, Kabango mostrou-se confiante na capacidade da FNLA de se reerguer se houver abertura ao diálogo e renovação. Ele defendeu que o VI Congresso deve servir para aproximar posições, reconduzir a unidade e preparar o partido para futuros desafios eleitorais, insistindo que a geração jovem tem papel central e que lideranças esgotadas devem ceder espaço para novos quadros.



