Nióbio coloca Angola no mapa global

Resumo: Angola vai começar a explorar nióbio na Huíla e pode entrar num grupo muito restrito de produtores. O projecto promete empregos, divisas e diversificação económica.
Pontos-chave
Angola prepara-se para iniciar, em Novembro, a exploração de nióbio em Quilengues, província da Huíla. O anúncio foi feito pelo ministro Diamantino Azevedo, que afirmou que o projecto está concluído e pronto para inauguração. A operação coloca o país perante um mineral estratégico, usado em sectores industriais de alta tecnologia.
O nióbio é aplicado no reforço de ligas de aço e tem procura nas indústrias aeroespacial, automóvel, de satélites, veículos eléctricos e reactores nucleares. Por isso, a sua entrada no mercado angolano é vista como um passo relevante para a economia nacional, sobretudo pela capacidade de atrair divisas e investimento.
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Segundo o ministro, o empreendimento criou mil empregos directos e 200 indirectos, além de estar orçado em 150 milhões de dólares. A responsabilidade é da Sociedade Niobonga, empresa chinesa que detém uma concessão de 461 quilómetros quadrados e prevê também explorar fósforo e ferro na mesma área mineira.
Para além da extracção, o projecto inclui componentes de responsabilidade social, como uma infra-estrutura de retenção e armazenamento de água. O governo sublinha que uma das albufeiras poderá beneficiar comunidades vizinhas, enquanto a subestação do Lubango deverá ajudar no fornecimento de energia à mineradora e à população local.
Com o arranque da produção, Angola passará a integrar o restrito grupo mundial de produtores de nióbio, dominado por Brasil e Canadá. As autoridades consideram que a mina pode marcar uma nova etapa para o sector mineiro, reforçando a diversificação económica e a presença do país no mercado internacional de minerais críticos.


