Combustível deve normalizar em 4 semanas

Resumo: O Executivo prevê normalizar o abastecimento de combustível e gás butano nas próximas três a quatro semanas. O plano de emergência da Sonangol deverá aliviar a escassez e reduzir filas nas províncias.
Pontos-chave
O Governo angolano prevê recuperar o abastecimento de combustíveis e gás butano num prazo de três a quatro semanas, após a escassez que afectou várias províncias. A promessa saiu do Conselho Consultivo do MIREMPET, em Malanje, e depende da execução de um plano de emergência já preparado para responder às falhas na distribuição.
As autoridades reconheceram que o problema combina factores estruturais e conjunturais, entre eles a pressão dos preços internacionais, os custos de transporte e o aumento da procura interna. A situação foi agravada por tensões no Médio Oriente, enquanto o mercado nacional sente também limitações na rede de distribuição e na capacidade de resposta logística.
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O plano de emergência da Sonangol deverá actuar durante quatro semanas, com financiamento já assegurado, para devolver gradualmente a regularidade ao mercado. Segundo o ministério, a medida pretende reduzir filas, aliviar constrangimentos para automobilistas e mototaxistas e travar a procura no mercado informal, onde muitos consumidores passaram a recorrer.
Além da resposta imediata, o Conselho Consultivo recomendou a construção de novos postos de abastecimento nas províncias criadas pela nova Divisão Político-Administrativa. A ideia é aumentar a cobertura territorial e adaptar a rede ao crescimento da procura, num contexto em que a distribuição continua concentrada e a expansão urbana pressiona o sistema existente.
O sector admite ainda a necessidade de reforçar a desconcentração de competências no subsector dos Petróleos e Gás, para tornar a resposta institucional mais rápida. As autoridades sustentam que, com recursos financeiros disponíveis e execução eficaz, a normalização poderá chegar de forma progressiva a todo o território nacional dentro do prazo anunciado.


