OMA renova lideranças e amplia representação

Resumo: O VIII Congresso da OMA marcou rejuvenescimento, expansão do Comité e apelos à ação contra violência e pobreza. Mudanças reforçam representatividade nacional e na diáspora.
Pontos-chave
No VIII Congresso Ordinário da Organização da Mulher Angolana (OMA), realizado em Luanda, registou‑se um forte movimento de renovação: o Comité Nacional passou de 141 para 299 membros, com um rejuvenescimento de cerca de 45%. A reforma visa responder a desafios político‑eleitorais e ampliar a presença de mulheres de todas as regiões, incluindo representantes da diáspora em países europeus e africanos, reforçando laços e representatividade.
O Presidente do MPLA, João Lourenço, na abertura do congresso, fez um apelo categórico à OMA para intensificar o combate à violência baseada no género, à pobreza e à exclusão social. Em discursos públicos destacou a importância da participação activa das mulheres em espaços de decisão e associou igualdade de género ao desenvolvimento sustentável e à consolidação da democracia em Angola, sublinhando responsabilidades comunitárias e políticas.
A atuação da OMA foi apontada como essencial na defesa da dignidade feminina e na promoção da autonomia económica; o congresso enfatizou prioridades como acesso à educação, saúde e emprego digno. Foram também condenadas práticas nocivas, incluindo expulsão de crianças acusadas de feitiçaria e mutilação genital feminina, reiterando que tais atos não têm justificação cultural ou religiosa aceitável e exigem intervenção institucional e comunitária coordenada.
A secretária‑geral cessante, Joana Tomás, deixou o comando durante o conclave e mencionou que poderá assumir um cargo governamental, conforme informações de fontes próximas. A transição para a nova liderança, apontada para Emília Carlota Dias, simboliza continuidade e renovação interna; os participantes celebraram a reorganização enquanto projetam fortalecer a formação política das militantes e promover empreendedorismo e apoio à agricultura familiar.
Analistas e membros da OMA consideram que as mudanças reforçam uma organização mais dinâmica e conectada com mulheres dentro e fora do país, pronta para desafios eleitorais e sociais. O lema do congresso — Mulheres Angolanas unidas para transformar os desafios em conquistas — foi reiterado como compromisso prático, alinhando políticas públicas, solidariedade comunitária e ações concretas para reduzir desigualdades e promover estabilidade social.



