Pacto Global lança rede em Angola

Resumo: As Nações Unidas lançaram em Luanda a Rede Local do Pacto Global, mobilizando o sector privado angolano para práticas sustentáveis e alinhamento com os ODS. A iniciativa já reúne 65 empresas e promete formação, aceleradores e apoio a PMEs.
Pontos-chave
Em Luanda, no lançamento formal da rede local do Pacto Global das Nações Unidas, a secretária-geral adjunta Sanda Ojiambo destacou a importância de alinhar empresas angolanas aos princípios universais sobre direitos humanos, trabalho, ambiente e combate à corrupção, sublinhando que a entrada de Angola na plataforma global é estratégica para aumentar a resiliência económica e a competitividade do país no contexto africano e mundial.
A directora executiva do Pacto Global em Angola, Eliana dos Santos, explicou que a rede já conta com 65 empresas de diversos sectores, desde grandes corporações a pequenas e médias empresas, e que a adesão exige compromisso ao mais alto nível das organizações, com relatórios anuais de progresso e alinhamento às práticas ESG, para reforçar a transparência, responsabilidade social e ambiental das cadeias de valor locais.
Entre as ferramentas oferecidas pela rede, salientaram-se a Academy Online para formação em práticas ESG, os Aceleradores focados em igualdade de género e ação climática, a iniciativa Forward Faster para metas de salário digno e a CFO Coalition para alinhar estratégias financeiras com os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável, medidas que visam traduzir ambições em ações concretas e promover crescimento econômico mais sustentável e inclusivo em Angola.
O programa SPARK foi destacado como mecanismo essencial para apoiar pequenas e médias empresas e fornecedores locais na redução de emissões e no cumprimento de normas de direitos humanos, tornando-os parceiros preferenciais em cadeias globais; a rede pretende assim fortalecer a integração do setor privado angolano em oportunidades internacionais e fomentar inovação, emprego e investimento com critérios de sustentabilidade clara e mensurável.
O lançamento contou com o apoio do Governo de Angola, da coordenação residente da ONU e de líderes empresariais pioneiros, e inseriu o país como a 11.ª rede africana do Pacto Global e a primeira na África Lusófona; a iniciativa foi apresentada como um marco para colocar Angola no “mapa da sustentabilidade”, incentivando empresas a contribuir ativamente para os ODS e a aproveitar exposição e parcerias internacionais.



