Podemos usar o Meta Pixel para medir visitas e novas subscrições. A sua escolha não afecta a newsletter. Saiba mais.

Resumo: A escalada das tensões no Médio Oriente levou o Brent a superar novamente os 100 dólares por barril. O choque nos mercados reacendeu receios de ruptura no abastecimento e de pressão sobre a inflação global.
O mercado petrolífero voltou a entrar em forte turbulência com o Brent acima da marca psicológica dos 100 dólares por barril. A subida reflecte a combinação de ataques a navios e infra-estruturas energéticas, além do aumento da percepção de risco nas principais rotas marítimas que escoam crude para a Europa, Ásia e América.
Em Londres, o Brent chegou a negociar em níveis superiores aos vistos nas últimas semanas, enquanto o WTI também avançou de forma significativa. Operadores apontam sobretudo para o impacto das tensões no Médio Oriente, com destaque para o estreito de Ormuz e para o Bab el-Mandeb, corredores considerados críticos para o abastecimento mundial.
Receba uma seleção clara todas as manhãs, às 07h.
Selecionadas entre 22 fontes.
Medimos aberturas e cliques para melhorar os e-mails. Pode desactivar esta medição em cada e-mail. Privacidade
Um e-mail por dia. Cancele quando quiser.
As notícias sobre confrontos e ocupações estratégicas na região reforçaram os receios de interrupções no transporte de petróleo e gás. Para os analistas, o risco já não se limita à produção, mas também à logística, aos seguros marítimos e aos custos de frete, factores que podem prolongar a pressão sobre os preços internacionais do crude.
A valorização do petróleo está a espalhar efeitos por toda a economia. Combustíveis mais caros tendem a elevar custos de transporte, encarecer bens industriais e pressionar a factura alimentar. Economistas alertam que, se a escalada persistir, a inflação global poderá voltar a acelerar, forçando bancos centrais a manter posições mais cautelosas.
Nos mercados financeiros, a incerteza tem reforçado a procura por activos de refúgio e provocado perdas nas bolsas. Especialistas admitem que o comportamento do Brent dependerá da evolução militar e da segurança nas rotas do Golfo. Caso o conflito se agrave, novas máximas, próximas de 120 dólares, deixam de ser improváveis.
Ainda não há comentários.