Polícia rejeita parcialidade no Uíge

Resumo: A Polícia Nacional rejeitou acusações de parcialidade e afirmou que a intervenção no Uíge seguiu critérios legais, níveis de risco e protocolo definido. Orlando Bernardo defendeu ainda que a corporação atua de forma republicana e apartidária, apenas para repor a ordem pública.
Pontos-chave
A Polícia Nacional esclareceu que a intervenção registada no Uíge foi conduzida dentro dos níveis de resposta previamente definidos. Segundo Orlando Bernardo, o uso da força foi apenas um instrumento legal para repor a ordem quando outros meios se mostraram insuficientes para proteger pessoas e bens durante os incidentes.
O segundo comandante-geral rejeitou as acusações de parcialidade e sublinhou que a corporação é uma instituição republicana e apartidária. Garantiu que a missão policial não responde a interesses políticos, mas sim à Constituição e à lei, actuando sempre que haja ameaça à segurança pública ou violação da ordem.
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De acordo com a polícia, a intervenção ocorreu após a aglomeração de militantes e apoiantes de uma força política num local não autorizado pela प्रशासन provincial. As autoridades terão indicado um espaço alternativo, mas a insistência no ponto inicial acabou por exigir actuação policial para evitar o agravamento da situação.
Orlando Bernardo frisou ainda que não se deve transformar uma ocorrência policial numa disputa partidária. Para a corporação, os factos devem ser analisados com base no quadro legal e nas circunstâncias concretas. O responsável pediu serenidade e responsabilidade a partidos e organizações da sociedade civil, sobretudo em períodos pré-eleitorais.
A Polícia Nacional lembrou também o histórico de acompanhamento de manifestações em todo o país. Nos últimos 12 meses, garantiu 442 actos, dos quais 14% terão registado alterações da ordem pública. A instituição afirma que continuará a agir sem discriminação, usando os meios legítimos para preservar a tranquilidade e a segurança.


