Protectores solares ganham estatuto essencial

Resumo: O Movimento Pró-Albino quer que os protectores solares entrem na lista de medicamentos essenciais em Angola. A organização diz que isso facilitaria o acesso e reforçaria a prevenção do cancro da pele.
Pontos-chave
O Movimento Pró-Albino de Angola voltou a pedir que os protectores solares de elevado factor passem a integrar a lista de medicamentos essenciais. A proposta foi reforçada após audiência com a Vice-Presidente Esperança da Costa e surge ligada ao plano de apoio às pessoas com albinismo, que dependem do produto para proteção diária.
Para o presidente Moisés Cardoso, o tema é urgente porque muitos protetores entram no país como cosméticos, o que limita a sua acessibilidade. A organização invoca a recomendação da OMS, que considera estes produtos fundamentais para prevenir danos solares severos e reduzir o risco de cancro da pele.
O dirigente comparou o protector solar a uma vacina, sublinhando que a prevenção evita tratamentos mais caros e complicações graves no futuro. Na sua visão, reconhecer o produto como medicamento essencial permitiria ao Estado criar linhas orçamentais próprias, garantir compras regulares e apoiar de forma mais estável as famílias.
As dificuldades de aquisição foram outro ponto central do apelo. Moisés Cardoso explicou que o preço elevado pesa sobretudo sobre agregados com pessoas com albinismo, que precisam de usar o produto com frequência. O movimento defende que a medida teria impacto social imediato e ajudaria a reduzir desigualdades no acesso à proteção.
O pedido do Movimento Pró-Albino encaixa num debate mais amplo sobre políticas públicas de inclusão e saúde preventiva. Ao insistir na distribuição regular de protectores solares, a organização pretende que o Estado trate o tema como prioridade sanitária, e não apenas como consumo opcional no mercado.


