Ramaphosa pede desculpas pela violência xenófoba

Resumo: Cyril Ramaphosa pediu desculpas a Daniel Chapo pela violência contra estrangeiros, sobretudo moçambicanos, e prometeu manter o tema na agenda da SADC.
Pontos-chave
O Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, pediu desculpas a Daniel Chapo pela violência praticada contra estrangeiros, sobretudo moçambicanos. O gesto surgiu em Durban, num contexto de preparação da 46.ª Cimeira da SADC, após meses de tensão marcados por ataques, ameaças, saques e deslocamentos de milhares de pessoas.
Segundo a ministra moçambicana dos Negócios Estrangeiros, Maria dos Santos Lucas, Ramaphosa reconheceu falhas na gestão do problema e disse que o assunto foi tratado como migração ilegal. A governante sublinhou que o pedido de desculpas foi feito com humildade e que a questão deverá continuar a ser discutida entre os líderes regionais.
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A violência xenófoba atingiu comunidades estrangeiras em vários pontos da África do Sul, provocando mortes, feridos, pilhagens e destruição de propriedades. Muitos moçambicanos foram obrigados a regressar ao país, enquanto outros viveram sob insegurança constante. O tema tornou-se um dos mais sensíveis na relação entre Maputo e Pretória.
Durante a cimeira, a SADC deverá analisar também o orçamento para 2026-2027 e a operacionalização do Fundo de Desenvolvimento Regional, visto por Maputo como instrumento de integração. Moçambique já assinou o instrumento, mas será preciso a ratificação de onze Estados-Membros para a entrada em vigor do mecanismo.
Além do encontro com Ramaphosa, Daniel Chapo participará na reunião do Órgão de Política, Defesa e Segurança da SADC, como convidado. O chefe de Estado moçambicano deverá apresentar informações sobre Cabo Delgado e discutir outros assuntos regionais, num momento em que a presidência da organização passa do Zimbabwe para a África do Sul.


