Rede lusófona de bancos centrais

Resumo: Governadores dos bancos centrais lusófonos criaram uma rede para formalizar cooperação institucional, partilha técnica e alinhamento estratégico em fóruns multilaterais e políticas económicas.
Pontos-chave
Em abril de 2026, durante as Reuniões de Primavera do FMI e do Grupo Banco Mundial, governadores e presidentes dos bancos centrais dos países de língua portuguesa acordaram criar uma Rede dos Bancos Centrais dos Países de Língua Portuguesa, com o objetivo de institucionalizar e estruturar a cooperação existente, reforçando intercâmbio técnico e diálogo estratégico entre as economias lusófonas.
A nova estrutura prevê uma presidência anual rotativa que permitirá a cada banco central propor temas prioritários para debate e aprofundamento; serão criados grupos de trabalho técnicos e um comité de política económica, visando a análise coordenada de matérias como política monetária, estabilidade financeira, e gestão macroeconómica aplicadas aos contextos lusófonos.
Segundo os comunicados, a partilha de conhecimento e boas práticas deverá potenciar o desempenho institucional das entidades participantes, promover o alinhamento de posições em fóruns multilaterais e facilitar a adopção de medidas coordenadas; a iniciativa quer também aumentar a visibilidade e relevância destas economias no sistema económico internacional, através de ações conjuntas e intercâmbio regular.
A primeira reunião oficial da Rede está prevista para Novembro de 2026 em Luanda, com a primeira presidência formal atribuída ao Banco de Portugal em 2027; além dos encontros de alto nível, haverá agendas técnicas transversais e mecanismos de cooperação contínua para consolidar relações e responder a desafios comuns nas jurisdições lusófonas.
Representaram a iniciativa o Banco Nacional de Angola, o Banco Central do Brasil, o Banco de Cabo Verde, o Banco Central dos Estados da África Ocidental em representação da Guiné‑Bissau, o Banco de Moçambique, o Banco de Portugal, o Banco Central de São Tomé e Príncipe e o Banco Central de Timor‑Leste, comprometendo‑se com intercâmbio técnico e deliberações conjuntas.



