Retoma da Academia Militar no Huambo

Resumo: O Governo vai retomar as obras da futura Academia Militar do Exército no Huambo, para transferir a formação do Lobito e reforçar o ensino militar.
Pontos-chave
Durante visita ao Huambo, o ministro Lúcio Amaral anunciou a retoma iminente das obras da futura Academia Militar do Exército, há anos paradas. A infraestrutura, ligada à antiga Escola de Oficiais Nicolau Gomes Spencer, deverá voltar a ganhar ritmo com a montagem do estaleiro e a mobilização da empreiteira responsável.
O projecto pretende transferir para o Huambo a actual Academia Militar do Exército, hoje sediada no Lobito, em Benguela. Com essa mudança, o Executivo quer consolidar a província como principal polo de formação de oficiais das FAA, valorizando a importância histórica do complexo para a preparação de quadros militares.
Segundo o ministro, a conclusão da obra é estratégica para garantir melhores condições de instrução, modernizar o ensino militar e responder a uma orientação superior do Presidente da República. A medida visa reforçar a capacidade técnica e operacional dos futuros oficiais, em defesa da soberania nacional e da prontidão das FAA.
Além da futura academia, Lúcio Amaral anunciou também a requalificação do Instituto Superior do Exército, no bairro Académico. O plano inclui melhorias na arquitetura, ampliação da capacidade instalada e construção de novas infraestruturas, com o objectivo de elevar a qualidade da formação e acompanhar as exigências actuais do ensino militar.
Com a retoma das obras, o Governo espera encerrar quase uma década de paralisação e devolver vida a um empreendimento considerado central para o sistema de ensino castrense. O Huambo ganha assim peso renovado na estratégia militar angolana, enquanto se procuram melhores condições para formar oficiais superiores e consolidar a instituição.


