Arguidos russos negam terrorismo; sessão adiada

Resumo: Quatro arguidos, incluindo dois russos, negam ligações a organizações terroristas e dizem trabalhar apenas numa casa cultural. Tribunal adiou sessão por agenda.
Pontos-chave
Em 6 de maio de 2026, durante interrogatório no tribunal angolano, os dois cidadãos russos — Lev Lakshtanov e Igor Ratchin — e os angolanos mencionados negaram consistentemente qualquer vínculo ou envolvimento em organizações internacionais de terrorismo ou em esquemas de financiamento ilícito, afirmando que a sua atividade limitava‑se a iniciativas culturais e logísticas relacionadas com uma casa de cultura russa em Luanda.
Os arguidos explicaram que o propósito declarado das suas ações era exclusivo: apoiar a abertura e organização de uma casa cultural russa em Luanda, com atividades artísticas e educativas, e não promover ou financiar movimentos com fins políticos ou violentos; testemunhos enfatizaram reuniões administrativas e logísticas, desvalorizando contactos com figuras políticas e negando participação em financiamentos eleitorais ou apoio a candidaturas de oposição.
O Ministério Público imputou acusações graves, incluindo terrorismo, espionagem, organização terrorista, tráfico de influência e associação criminosa, além de alegar planos para desestabilizar o país; os arguidos refutaram essas imputações, afirmando ausência de qualquer plano para capturar ativos económicos nacionais ou coordenar ações que visassem alterar o quadro institucional ou político angolano.
Até ao momento foram interrogados os arguidos Lev Lakshtanov, Amor Carlos Tomé e Oliveira Francisco Buka, enquanto o depoimento de Igor Ratchin iniciou‑se no dia seis e tinha sequência prevista para o dia seguinte; por motivos de agenda do tribunal, a sessão foi adiada para a próxima semana, o que adiou a conclusão dos interrogatórios e a programação processual definida pelo juiz.
O processo conta com doze testemunhas arroladas, entre as quais jornalistas, e a instrução segue com diligências que podem incluir novas oitivas e produção de provas documentais; analistas jurídicos salientam que a defesa insiste na natureza cultural das atividades e que a acusação terá de demonstrar ligações concretas a organizações terroristas para sustentar as imputações apresentadas.



