SADC aprova UNIVISA e nova aposta regional

Resumo: A 46.ª Cimeira da SADC aprovou o UNIVISA de Turismo e reforçou prioridades em industrialização, agricultura, infra-estruturas e minerais críticos. O encontro também apelou a maior integração regional e cooperação em saúde.
Pontos-chave
A 46.ª Cimeira da SADC, reunida em Durban, aprovou o UNIVISA de Turismo e incentivou os Estados-Membros a assinarem o acordo. A medida pretende facilitar viagens, dinamizar o turismo e reforçar a integração regional, num contexto em que a organização quer ampliar a circulação de pessoas, o investimento e a cooperação económica.
O comunicado final colocou a industrialização resiliente, sustentável e inclusiva no centro da agenda regional. Para isso, a SADC destacou infra-estruturas, transformação agrícola, minerais críticos e financiamento de projectos como motores do crescimento, defendendo também a aceleração do Fundo de Desenvolvimento Regional para apoiar iniciativas de maior impacto económico e social.
As 10 principais notícias de Angola, no seu e-mail.
Receba uma seleção clara todas as manhãs, às 07h.
Selecionadas entre 21 fontes.
Um e-mail por dia. Cancele quando quiser.
Na vertente agrícola, a cimeira apelou ao aumento do comércio regional de produtos alimentares, com menos barreiras não tarifárias, normas harmonizadas e melhor logística transfronteiriça. A meta é garantir maior circulação de excedentes para zonas deficitárias, estabilizando a oferta e os preços e fortalecendo as cadeias de valor dentro da região.
O encontro também reforçou a cooperação em saúde pública e segurança sanitária, pedindo vigilância contra surtos e apoio contínuo à República Democrática do Congo na resposta ao Ébola. Houve ainda reconhecimento ao trabalho de Angola, África do Sul, Zimbabwe, OMS e outros parceiros, além da designação de um banco regional para vacinas contra a febre aftosa.
Além da economia e da saúde, os líderes da SADC abordaram género, juventude, governação e paz regional. Houve apelos para acelerar metas de liderança feminina, integrar programas juvenis nos planos nacionais e apoiar a RDC, Madagáscar e Moçambique em processos de estabilização, diálogo inclusivo e desenvolvimento institucional, com vista a uma região mais resiliente.


