Seca ameaça produção de milho em Angola

Resumo: Irrregularidade das chuvas e seca na campanha 2025/2026 comprometem colheitas de milho, pressionando necessidade de irrigação e medidas públicas urgentes. Governo admite autorizar importações pontuais.
Pontos-chave
O Governo angolano reconheceu que a irregularidade das chuvas na campanha agrícola 2025/2026 afetou decisivamente a produção de milho; o ministro destacou que apenas cerca de 4% dos campos possuem irrigação, tornando o país vulnerável a variações climáticas e exigindo aceleração de políticas de água e infraestrutura para garantir segurança alimentar e estabilidade dos mercados locais.
Produtores e industriais reuniram-se em Luanda para avaliar impactos e estratégias imediatas; foi salientada a necessidade de maior articulação entre setor público e privado, com intercâmbio de informação sobre safras e preços. Medidas de curto prazo, como autorizações pontuais de importação, foram admitidas pelo Executivo para evitar ruptura do abastecimento e manter a cadeia produtiva ativa.
Autoridades técnicas e associações agrícolas reportaram perdas e queda de produtividade em várias províncias, afetando milho, massango, massambala e leguminosas; estudos apontam aumento significativo de custos por hectare devido à estiagem. O ministro da Agricultura defendeu projetos de reabilitação e construção de perímetros irrigados como resposta estrutural para mitigar futuros episódios de seca e adaptação climática.
O debate incluiu industriais que transformam milho e stakeholders do mercado, que pediram garantias de acesso ao produto e mecanismos que permitam formação de 'stocks' de reserva. Foi sublinhada a importância de triplicar produção de milho a médio prazo para atender consumo humano e animal, reforçando cadeias de valor e programas de apoio técnico e financeiro aos agricultores.
Analistas recomendam combinação de políticas: expansão de perímetros irrigados, incentivos à mecanização e crédito rural, além de sistemas de informação para planeamento. O Governo mostrou-se disponível para mediar entre produtores e indústria e admite intervenções temporárias no comércio, mas enfatiza que medidas estruturais são essenciais para reduzir vulnerabilidade climática e assegurar produção sustentável.



