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Resumo: O Kwenda inicia segunda fase com fundos do Banco Mundial e do governo angolano, beneficiando 1,5 milhão de agregados pobres em áreas rurais e urbanas.
Em 7 de outubro de 2025, em Andulo (Bié), a Ministra de Estado para a Área Social, Maria do Rosário Bragança, lançou a segunda fase do Programa Kwenda. Este pacote de proteção social, previsto até 2029, busca reforçar o apoio a famílias vulneráveis no país, alinhado ao Plano de Desenvolvimento Nacional 2023-2027, com metas claras de redução da pobreza e promoção da igualdade de gênero.
Kwenda 2 amplia os componentes de capital humano, resiliência, modernização de sistemas, gestão de projetos e resposta de emergência, direcionando recursos a pessoas com deficiências, idosos, albinismo, doenças crônicas, crianças e jovens com necessidades especiais. O Banco Mundial aporta 400 milhões de dólares, enquanto o Governo de Angola investe 120 milhões, totalizando 520 milhões para fortalecer redes de proteção social nas 21 províncias.
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O programa atende em especial 7,4 milhões de angolanos pobres, o equivalente a cerca de 1,5 milhão de agregados familiares nas zonas rurais e urbanas. Estima-se que 70% dos beneficiários das transferências de renda serão mulheres, promovendo a igualdade de gênero e a inclusão produtiva. Na fase 1 (2020-2025), mais de um milhão de pessoas em 94 municípios já haviam sido assistidas.
Na comuna de Batatela (Andulo), 425 agregados começaram a receber transferências de mensais, representando as 194 aldeias cadastradas. A governadora do Bié, Celeste Adolfo, destacou que 187.325 agregados foram atendidos na fase anterior, transformando vidas rurais por meio de práticas de economia local, agricultura de feijão e criação de caprinos com suporte técnico e caixas comunitárias que funcionam como bancos de aldeia.
O Executivo enfatiza responsabilidade, rigor e monitoramento para garantir a eficácia e rápida redução da pobreza. As lideranças comunitárias são capacitadas para gerir as caixas comunitárias, assegurando disciplina nos reembolsos e sustentabilidade financeira. Especialistas veem no Kwenda um catalisador de desenvolvimento humano, capaz de fortalecer o capital social e enfrentar desafios futuros, com foco na qualidade de vida e justiça social em todo o território angolano.
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