SIC: Agentes detidos por invasão e disparos

Resumo: Dois agentes do Serviço de Investigação Criminal foram detidos em Luanda e Icolo e Bengo por envolvimento em invasão de terrenos e disparos com arma de fogo. Os casos foram encaminhados ao Ministério Público e há processos disciplinares em curso.
Pontos-chave
Nos primeiros dias de fevereiro, denúncias públicas levaram à detenção de dois efectivos do SIC; um na província do Icolo e Bengo, suspeito de participação em invasão de terrenos no município do Calumbo, e outro em Luanda, mais concretamente no Cazenga, por alegados disparos descontrolados num estabelecimento comercial que atingiram um cidadão. As detenções resultaram de diligências após queixas nas redes sociais e testemunhos locais.
Segundo o gabinete de comunicação institucional do SIC, a investigação confirmou a existência de indícios suficientes para encaminhar os suspeitos ao Ministério Público e instaurar processos disciplinares internos. A direcção geral reafirma que a conduta dos seus efectivos deve ser exemplar, e que violações das normas de comportamento, mesmo fora de serviço, serão tratadas com rigor e objectividade para preservar a confiança pública.
No caso do município do Calumbo, a situação começou com uma contenda local em que populares detiveram temporariamente indivíduos suspeitos de ocupação ilegal de terrenos; as imagens e relatos nas redes sociais motivaram averiguação imediata. As autoridades do SIC confirmaram que foram recolhidas provas e testemunhos que sustentaram a ordem de detenção do chefe do departamento de investigação criminal do Cabo Ledo, agora sujeito a procedimentos legais e disciplinares.
Quanto ao incidente no Cazenga, o agente implicado terá efectuado disparos dentro de um estabelecimento comercial durante uma confraternização, ferindo um cidadão que recebeu assistência médica e sobreviveu, apesar da gravidade dos ferimentos. A arma utilizada foi apreendida pelas autoridades, e os factos serão analisados tanto pelo Ministério Público como em inquéritos internos que podem resultar em sanções disciplinares, incluindo expulsão da corporação, se comprovada má conduta.
O SIC, através do seu porta-voz Manuel Halaiwa, agradeceu a colaboração da população na denúncia de transgressões e garantiu que as medidas necessárias estão a ser tomadas para restabelecer a ordem e responsabilizar eventuais infractores. A instituição sublinha o compromisso com a verdade e a justiça, e promete transparência quanto aos resultados dos processos, visando proteger os direitos dos cidadãos e a integridade das suas estruturas investigativas.



