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Resumo: Táxis em Luanda sobem de 200 para 300 kwanzas e autocarros urbanos de 150 para 200 kwanzas, gerando enchentes e críticas de estudantes nas paragens.
Em 7 de julho de 2025, o Governo angolano implementou o aumento das tarifas de táxis colectivos de 200 para 300 kwanzas, alegando necessidade de compensar o acréscimo no preço do gasóleo e garantir a sustentabilidade operacional dos transportes públicos em Luanda. Vários passageiros relataram longas esperas e discussões com taxistas que se recusaram a cobrar a tarifa antiga, intensificando protestos e críticas nas paragens.
Paralelamente, as tarifas de autocarros urbanos foram elevadas de 150 para 200 kwanzas, segundo comunicado do Ministério dos Transportes. Os utentes enfrentaram superlotação, com máquinas de venda de bilhetes congestionadas e filas quilométricas em terminais e estações de partida, gerando preocupação sobre o impacto nos trabalhadores de baixa renda. A ANTT destacou que o reajuste segue normas legais vigentes e equilibra despesas.
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Líderes de associações de taxistas, como Jobe Gomes da A-Mbaia, anunciaram paralisações e contestaram o aumento, afirmando que o povo já sofre muito com o custo elevado do combustível. Eles advertiram para possíveis consequências económicas e atrasos no transporte escolar e empresarial caso o governo não negocie novas condições. A categoria exige diálogo prévio e critica a falta de aviso antecipado.
O Ministério dos Transportes e a ANTT defenderam que os reajustes são legais e necessários para manter a qualidade e cobertura dos serviços em todas as áreas da capital. Segundo o Decreto Executivo n.º 81/23, as tarifas acompanham a paridade de preços do combustível automaticamente. O órgão reforçou que futuros ajustes serão comunicados previamente, evitando surpresas e perturbações no tráfego.
As alterações tarifárias intensificaram debates sobre a acessibilidade urbana em Luanda, com organizações civis e académicos preocupados com a pressão sobre famílias de menor renda. Estudos estimam impacto de até 5% no orçamento familiar, e propostas incluem criação de passes integrados e melhoria de frotas de autocarros. Pesquisadores sugerem investimento em transporte coletivo sustentável e subsídios direcionados. Analistas alertam para possível pressão na inflação de serviços.
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