Surto de sarampo faz 17 mortes no Songo

Resumo: Sarampo provocou 17 mortes entre crianças no município do Songo, no Uíge, em 12 meses, num total de 1.500 casos. As autoridades sanitárias dizem estar a reforçar a vacinação e outras medidas para conter o surto.
Pontos-chave
No município do Songo, província do Uíge, o sarampo matou 17 crianças nos últimos 12 meses, num universo de 1.500 casos registados. O director municipal da Saúde, Etelvino Alberto, afirmou que a resposta tem passado pela administração de vacinas e por outras medidas sanitárias, ainda sem detalhar as causas do surto nem o seu historial local.
A gravidade da situação levou as autoridades a intensificar ações de contenção, numa localidade onde a doença continua a circular entre menores. Segundo o responsável, as equipas de saúde têm procurado travar a propagação com campanhas de imunização e acompanhamento dos doentes, numa tentativa de reduzir novas infeções e impedir mais mortes entre crianças vulneráveis.
As 10 principais notícias de Angola, no seu e-mail.
Receba uma seleção clara todas as manhãs, às 07h.
Selecionadas entre 21 fontes.
Um e-mail por dia. Cancele quando quiser.
Além do sarampo, o município registou também 182 casos de cólera no mesmo período, sem óbitos associados, o que reforça a pressão sobre os serviços de saúde locais. O cenário epidemiológico mostra múltiplos riscos simultâneos, exigindo resposta contínua das autoridades e maior vigilância comunitária para evitar que outras doenças se somem ao quadro já preocupante.
No primeiro semestre deste ano, a malária foi outro problema relevante no Songo, com 26.106 casos diagnosticados e várias mortes de crianças. Etelvino Alberto explicou que 12.704 casos foram registados no primeiro trimestre e 13.402 no segundo, sinalizando persistência da transmissão e necessidade de reforço das ações de prevenção, diagnóstico e tratamento.
A crise sanitária no Songo expõe fragilidades no acesso atempado aos cuidados de saúde e na prevenção de doenças evitáveis por vacina. Entre sarampo, cólera e malária, o município enfrenta um quadro de saúde pública delicado, que exige mobilização das autoridades, das comunidades e dos serviços médicos para travar novas vítimas e estabilizar a situação.
urls


