Trump diz que Ucrânia e Rússia aceitaram travar ataques a infra-estruturas energéticas; Kiev e Moscovo trocam versões e Zelensky pede garantias

Imagem: ANGOP
Resumo: Donald Trump anunciou que Kiev e Moscovo concordaram em suspender ataques a alvos energéticos, mas a Ucrânia diz aguardar detalhes e condiciona qualquer trégua a garantias de que a Rússia também pare os bombardeamentos.
Pontos-chave
Trump afirmou que a Ucrânia aceitou deixar de atacar alvos energéticos russos e que a Rússia faria o mesmo, numa mensagem em que também atribuiu ao conflito entre Moscovo e Kiev a subida do preço do gasóleo. Zelensky, porém, disse que a Ucrânia só suspenderá os ataques às infra-estruturas petrolíferas russas se houver garantias de que Moscovo deixará de bombardear o sistema eléctrico e outras infra-estruturas críticas ucranianas, e acrescentou que aguarda detalhes dos parceiros.
[3] ANGOP[4] ANGOPO Kremlin saudou o apelo de Trump para que a Ucrânia pare os ataques às refinarias russas, ao apresentar esses alvos como infra-estrutura económica civil. Dmitri Peskov disse ainda que os ataques ucranianos têm contribuído para défice de gasolina e gasóleo na Rússia, levando o Governo a restringir vendas e a proibir exportações de derivados de petróleo.
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Apesar do anúncio de entendimento, a sequência dos relatos mostra que os combates e os ataques com drones continuam: a ANGOP noticiou um novo ataque ucraniano a uma refinaria na região russa de Samara, enquanto autoridades e meios citados na peça referem danos noutras instalações na Rússia e o abate de dezenas de drones. Isso reforça que, por agora, a trégua anunciada é apenas um compromisso político em disputa, sem confirmação operacional independente nas peças consultadas.
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