Turismo e seguros podem elevar receitas em Angola

Resumo: Especialistas do VI Fórum Banca & Seguros defenderam seguro de viagem obrigatório para estrangeiros, como forma de reforçar confiança, proteger riscos e ampliar receitas no turismo angolano.
Pontos-chave
No VI Fórum Banca & Seguros, especialistas defenderam a criação de um seguro de viagem obrigatório para turistas estrangeiros. A medida foi apresentada como ferramenta para reforçar a confiança, dar mais segurança jurídica à cadeia de valor e criar uma base financeira adicional para o sector do turismo em Angola, que procura acelerar a sua expansão.
Entre os participantes, Anderson Makengo, Joaquim Manvia, Daniel Sapateiro e Domingos Pinto concordaram que o mercado tem potencial para gerar receitas relevantes. Anderson estimou que 232 mil entradas, se associadas a um prémio mínimo de 100 mil kwanzas, poderiam render 23,2 mil milhões de kwanzas, mostrando a dimensão da oportunidade.
Joaquim Manvia sublinhou que as seguradoras podem ser a melhor aliada das operadoras de turismo na cobertura de riscos, sobretudo em segmentos sensíveis. Lembrou ainda o cancelamento de uma visita de uma figura mundial devido ao ébola na RDC, caso que, no seu entender, evidencia a necessidade de soluções de proteção adequadas ao contexto regional.
Para Daniel Sapateiro, o contributo do turismo para o PIB continua baixo, entre 0,3% e 0,5%, pelo que são necessárias melhor definição dos tipos de turismo e pacotes mais ajustados. Já Domingos Pinto defendeu que o sector deve assentar na confiança, no diálogo entre banca, seguradoras e operadores, e numa estratégia coordenada.
O ministro Márcio Daniel indicou que, em 2025, o sector mobilizou mais de 500 mil milhões de kwanzas e gerou 180 mil empregos. Com 23 seguradoras activas e reformas em curso na ARSEG, o país procura transformar o turismo num motor económico mais consistente, com maior capacidade de captar visitantes e receitas.


