UNITA exige respeito às liberdades políticas
Por TopAngola ·

Resumo:
A UNITA denunciou a detenção e condenação sumária de dirigentes no Bié, chamando o processo de motivado politicamente e pedindo libertação imediata.
Pontos-chave:
Em 23 de agosto de 2025, na cidade do Cuito, província do Bié, uma marcha política organizada pela UNITA em homenagem a Jonas Savimbi foi abruptamente interrompida pelas forças de segurança. Segundo relato do partido, o percurso era previamente comunicado às autoridades, mas a Polícia Nacional utilizou gás lacrimogéneo e disparos ilegalmente para dispersar os manifestantes e inviabilizar a atividade.
Três militantes da UNITA foram detidos: Amélia Bernardeth Chinguto e Aurélio Mesquita Cassinda Marques, condenados a penas de um ano e seis meses de prisão efectiva, e Felizardo Nuñulo Mbalaka, punido com dois anos. O julgamento sumário foi realizado em condições questionáveis, com agentes armados na sala de audiência e sem garantias processuais, segundo a defesa dos réus e o partido, que acusam motivação política.
A UNITA qualificou a detenção e a sentença como politicamente motivadas, denunciando a manipulação da justiça e a violação da Constituição e da Lei dos Partidos. Em conferência de imprensa, o Secretariado-Geral apelou ao Executivo angolano e às autoridades policiais para respeitarem escrupulosamente os direitos cívicos e a liberdade de manifestação, consagrados na lei. O partido instou a comunidade internacional a acompanharem o processo e a exigirem transparência.
Os manifestantes acusam a Polícia Nacional de ter violado acordos prévios sobre o percurso da marcha, encurtando a rota sem aviso e criando tumultos. A intervenção das unidades de Reação e Patrulha no Bié foi descrita como desproporcional e arbitrária, com uso de força excessiva e ameaças de dispersão feitas pelo comandante da URP. O incidente levantou críticas de grupos cívicos angolanos.
Em reação, a UNITA exigiu a libertação imediata dos dirigentes e militantes detidos, reiterando a disposição para o diálogo institucional. O partido alertou para a crescente radicalização do Estado angolano e a necessidade de proteger as liberdades políticas e o direito de manifestação pacífica, sob risco de agravamento de tensões e instabilidade social. O apelo incluiu a comunidade internacional e observadores externos.