UNITA pede observação da UE nas eleições de 2027

Resumo: A UNITA exige que o Governo angolano convide a União Europeia a observar as eleições de 2027, defendendo transparência, pluralidade e uma transição estável com credibilidade internacional.
Pontos-chave
A UNITA reiterou publicamente a necessidade de convidar a União Europeia para enviar missões de observação às eleições gerais de 2027, argumentando que a presença de observadores internacionais credíveis é essencial para reforçar a transparência do processo eleitoral e aumentar a confiança dos eleitores, partidos e parceiros internacionais num ambiente político que ambiciona maior pluralidade e respeito pelas normas democráticas.
Adalberto Costa Júnior afirmou, após encontro com a Embaixadora da União Europeia em Angola, que o Governo deve demonstrar na prática que é um parceiro democrático das instituições europeias, salientando que o convite a observadores seria um gesto claro de compromisso com padrões internacionais e com a garantia de uma competição eleitoral justa, aberta e sujeita a avaliação independente por observadores especializados e imparciais.
O líder da UNITA alertou para a necessidade de evitar precedentes negativos observados noutros países africanos e mencionou exemplos recentes que, segundo ele, comprometem a confiança pública nos resultados eleitorais, defendendo que Angola deve apostar em mecanismos que assegurem pluralidade e lisura, bem como em medidas tecnológicas e administrativas que acelerem a divulgação dos resultados de forma credível e verificável por todos os intervenientes.
Além do pedido de observação, o partido propõe a adoção de debates públicos entre candidatos, modelos de transparência inspirados em experiências internacionais e a utilização de tecnologia para apuramentos mais rápidos e seguros, sublinhando que estas práticas contribuem para uma transição ordenada e estável e para o reforço das instituições democráticas, com impactos positivos na participação cívica e na perceção internacional sobre o processo eleitoral.
As declarações surgiram na sequência de contactos diplomáticos entre a UNITA e a Delegação da União Europeia em Angola, e reforçam a posição do maior partido da oposição acerca da necessidade de alinhamento com padrões internacionais, de garantia de pluralidade e de construção de confiança no processo eleitoral, elementos que, segundo o partido, são determinantes para a consolidação de uma transição pacífica e para a legitimidade dos futuros órgãos eleitos.



