Unitel recupera rede após ataque cibernético

Resumo: A Unitel começou a restabelecer serviços após o ataque cibernético que afetou voz, dados e SMS, mas persistem falhas. O impacto chegou a clientes, empresas e ao sector público, levantando críticas sobre prejuízos e responsabilidade.
Pontos-chave
A ofensiva digital contra a Unitel expôs a dependência do país da maior operadora móvel, deixando milhares de clientes sem voz, dados e mensagens. Nos dias seguintes, a empresa iniciou a reposição gradual, mas a normalidade plena ainda não foi alcançada, com falhas intermitentes em várias zonas.
O processo de recuperação avançou primeiro nas redes 2G e 3G, depois nos SMS, recargas electrónicas e, em áreas limitadas, nos dados 4G e 5G. A empresa prometeu normalização nos próximos dias, enquanto utilizadores relatam dificuldades persistentes em chamadas, Internet e serviços ligados à rotina diária.
O impacto não se limitou aos consumidores individuais. Empresas e instituições sentiram atrasos em pagamentos, cobranças, operações bancárias e até no processamento de salários e impostos. A dimensão do problema reforçou a discussão sobre segurança digital, continuidade operacional e a necessidade de planos de contingência mais robustos.
Juridicamente, surgiram vozes a defender que os clientes podem exigir compensações pelos danos causados. A AADIC lembrou que existe uma relação contratual entre consumidor e operadora, e que a interrupção prolongada pode gerar prejuízos económicos e expectativas frustradas cobertas pela lei de defesa do consumidor.
Enquanto a Unitel confirma progressos na reposição, a discussão passou também para o impacto económico e reputacional. O episódio coincidiu com a entrada da operadora na bolsa, alimentando especulações sobre ligação entre os factos. Para o mercado, o caso tornou-se um teste à resiliência da empresa e à confiança pública.


