RDC vacina contra surto de Ébola recorde

Resumo: A RDC iniciou a vacinação contra o surto de Ébola mais rápido da sua história, priorizando profissionais da linha da frente. A OMS alerta para uma resposta difícil e ainda fora de controlo.
Pontos-chave
A República Democrática do Congo começou uma campanha de vacinação em Kisangani para travar o surto de Ébola que mais depressa se espalhou no país. O ministro da Saúde, Roger Kamba, disse que a prioridade é proteger quem está na linha da frente, usando a vacina Ervebo para reduzir o risco de contágio nas equipas sanitárias.
As autoridades concentraram a resposta em Tshopo, uma das províncias mais atingidas, mas o surto já afeta várias zonas do leste congolês. Os dados oficiais apontam para milhares de casos e mortes, enquanto a insegurança, as deslocações populacionais e a greve de profissionais de saúde dificultam o controlo da epidemia e atrasam o acesso às comunidades.
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A OMS considera a situação preocupante e avisa que o surto continua fora de controlo. A agência destaca que a epidemia se está a propagar em condições extremamente difíceis e que poderá tornar-se uma das mais graves da história recente do país, superando em impacto o surto da África Ocidental entre 2014 e 2016.
Foram recebidas dezenas de milhares de doses da vacina Ervebo, destinadas sobretudo a profissionais de saúde e outros trabalhadores expostos ao vírus. Parte das doses será usada também num ensaio clínico para avaliar se a vacina protege contra a variante Bundibugyo, responsável pelo atual surto, já que ainda não existe vacina específica aprovada.
As equipas de saúde vão recolher dados durante a campanha para medir a eficácia da vacinação e apoiar a investigação em curso. O vírus do Ébola transmite-se por contacto direto com fluidos corporais e provoca febre hemorrágica grave, vómitos, diarreia e hemorragia interna, o que reforça a urgência de uma resposta rápida e coordenada.


