Vacina contra malária chega este ano

Resumo: Governo anuncia preparação para introduzir vacina contra a malária ainda em 2026, em parceria com GAVI; reforço de prevenção e ações multisectoriais.
Pontos-chave
Em 2026, a ministra Sílvia Lutucuta afirmou na abertura da Feira de Saúde que o Executivo prepara as condições para introduzir a vacina contra a malária no país ainda este ano, negociando com fornecedores internacionais e estabelecendo parcerias público-privadas com a Global Aliança para as Vacinas (GAVI), numa resposta coordenada à elevada carga da doença em Angola.
A malária continua a ser um dos maiores desafios de saúde pública, tendo o país registado mais de 11,2 milhões de casos em 2025; a ministra destacou que houve redução de casos e óbitos face a 2024, mas que a vacina e intervenções complementares são essenciais para acelerar a queda da mortalidade e proteger crianças, grávidas e comunidades vulneráveis em todo o território nacional.
A Organização Mundial da Saúde recomenda que a resposta à malária seja multissectorial e integrada em políticas de desenvolvimento: investimento em saneamento, habitação digna, gestão ambiental e utilização de dados para orientar decisões. Além disso, as lideranças locais e comunitárias devem reforçar comportamentos preventivos, uso correto de redes mosquiteiras e acesso atempado a cuidados de saúde para maximizar o impacto das vacinas.
Os parceiros, setor privado e comunidades locais têm papel crucial no apoio à logística, inovação e soluções resilientes às alterações climáticas que afetam a transmissão da malária. A OMS sublinha que cada dólar investido em prevenção pode render até 36 dólares em retorno económico, devido à redução de custos com tratamento, aumento da produtividade e melhoria da frequência escolar, fortalecendo o desenvolvimento sustentável.
O Governo afirma que liderará a estratégia e assegurará financiamento previsível para o combate à malária, integrando a vacinação nas políticas públicas de saúde e desenvolvimento. A introdução da vacina será acompanhada de campanhas educativas, fortalecimento de cadeias de frio e parcerias para garantir distribuição equitativa, especialmente nas zonas rurais e áreas mais afetadas pela doença.



