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Resumo: João Lourenço inicia visita de Estado ao Brasil, celebrando 50 anos da independência angolana e prevendo novos acordos, sobretudo no sector agropecuário.
Em 23 de maio de 2025, João Lourenço deixou Luanda rumo a Brasília para uma visita de Estado de três dias, atendendo a convite de Luiz Inácio Lula da Silva. A chegada estava prevista para o início da tarde, seguida de cerimónia oficial no Palácio do Planalto, marcando o arranque das celebrações dos 50 anos da independência de Angola, primeiro país africano reconhecido pelo Brasil.
Na sexta-feira, os presidentes reúnem-se no Palácio do Itamaraty para assinatura de vários memorandos. Diplomatas brasileiros descrevem o encontro como “muito simbólico, mas também com dimensão concreta”, destacando a posição de Lourenço como presidente rotativo da União Africana e a prioridade de Lula em revitalizar a cooperação Sul-Sul entre Brasil e África.
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A agenda inclui acordos no sector agropecuário. O Governo brasileiro quer expandir o projecto de irrigação do Vale do Cunene, apoiado recentemente por missão de 30 empresários e pelo ministro Carlos Fávaro. Angola possui, segundo Brasília, 35 milhões de hectares aptos para cultivo mecanizado, características semelhantes ao Cerrado que impulsionou o agronegócio brasileiro.
O comércio bilateral ultrapassou 1,5 mil milhões de dólares em 2024, com 70 % das exportações brasileiras destinadas a açúcar e carnes. Desde 2002 o Brasil investiu quase 20 mil milhões de dólares em Angola e executou mais de 75 projectos de cooperação. forjada por laços históricos, culturais e pela maior comunidade brasileira em África, estimada em 27 000 pessoas.
No sábado, Lourenço encontra empresários brasileiros para discutir financiamento e infra-estruturas. Lula pretende que a parceria contribua para transição energética, segurança alimentar e desenvolvimento sustentável. “O mundo precisa de África para dar certo”, advertiu o Itamaraty. Analistas veem a visita como sinal da reaproximação estratégica do Brasil ao continente e da busca de Angola por diversificar a economia pós-petróleo.
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