Aberta em Cafunfo terceira fase de vacinação contra a cólera

A ministra da Saúde procedeu, sabado, ao lançamento da terceira fase da campanha de vacinação contra a cólera, que teve lugar no município de Cafunfo, província da Lunda-Norte.
Em declarações à imprensa, Sílvia Lutucuta explicou que para a primeira e segunda fases, o Governo conseguiu um milhão e 900 mil doses de vacina e agora, para a terceira fase, o país conseguiu, por via da GAVI, dois milhões de doses, para imunizar populações de seis províncias do país, nomeadamente Cabinda, Zaire, Cuanza-Sul, Namibe, Huíla e Lunda-Norte.
A govenarnte garantiu que a vacina é segura e todos podem aceitá-la sem receio, porque ajuda a salvar vidas. Não se trata de pica, como se diz na gíria, é uma gota administrada oralmente.
Depois de tomar a vacina, sublinhou, as pessoas( crianças, jovens e idosos) devem ficar duas horas sem ingerir nada para que surta o efeito desejado.
Sílvia Lutucuta acentuou que a vacina consta entre as armas mais poderosas para se prevenir, combater e controlar o avanço da cólera. “No entanto, temos de manter a higiene, retirar o lixo e construir latrinas nas comunidades”.
Para a província da Lunda-Norte, realçou, estão reservadas 37 mil doses, pelo que não deverão ser vacinadas as pessoas que já tiveram a doença.
A gestora do sector da Saúde frisou que, até ao momento, o país registou um total de 27.407 casos de cólera e deste número 763 foram a óbito. Na província da Lunda-Norte, por exemplo, registaram-se mais de 500 casos da doença, tendo resultado em oito óbitos.
Este número elevado de infecções por cólera, disse, preocupa bastante o Estado angolano, tendo em conta que a patologia já atingiu 18 das 12 províncias do país.
“Nós temos de combater a cólera, mas para isso precisamos tomar medidas individuais e colectivas,em que cada um tem a missão de observar as medidas de biossegurança, que passam por lavar as mãos regularmente, beber água fervida ou desinfectada com lixívia, lavar os alimentos, principalmente as verduras, e evitar as carnes e peixes mal cozidos”, disse.
A ministra da Saúde reconheceu que para contrapor a doença é necessário garantir o abastecimento de água potável em todo o território nacional, com realce para as zonas mais afectadas pela patologia.
Além destas medidas, apontou os cuidados com o saneamento básico, construção de latrinas com materiais locais, porque defecar ao ar livre constitui um problema de saúde pública sobretudo junto aos rios.
Parceiros internacionais
Para combater a cólera, o Governo de Angola conta com o apoio de parceiros internacionais, com destaque para a GAVI, UNICEF, Organização Mundial da Saúde (OMS), Banco Mundial e os Governos de Portugal e da Alemanha.
De acordo com o representante da OMS em Angola, Indrajit Hazarika, o lançamento da campanha no município de Cafunfo, província da Lunda-Norte, marca mais um passo significativo do compromisso de ajudar para o bem-estar da população angolana.
Já para o representante do UNICEF em Angola, Antero de Pina, os esforços conjuntos entre o Governo de Angola e os diferentes parceiros têm permitido reduzir os casos de cólera, tal como indicam as últimas estatísticas, e todo este esforço ajuda a salvar muitas vidas.
“Desejo uma boa jornada para as 940 equipas mobilizadas para ministrarem a vacina nas seis províncias seleccionadas para a terceira ronda de imunização contra o vírus de cólera”, ressaltou.
Por seu turno, a governadora da Lunda-Norte, Filomena Miza, salientou que a vacina chegou em boa hora e vai ajudar a salvar muitas vidas na região.
A gestora provincial apelou à população a aderir à campanha de vacinação para que todos possam ser imunizados contra a cólera, que já matou muitas pessoas no país.


